Transformação Digital e Tecnológica
Nas últimas décadas, assistimos a uma forte evolução digital e tecnológica, quer a nível de infra-estruturas, quer de 'software'. A gestão de recursos humanos não fica à margem desta transformação.
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- Mara Ferreira
Transformação digital e tecnológica
UMA ALAVANCA DE EXCELÊNCIA NA GESTÃO DE RECURSOS HUMANOS
Nas últimas décadas, assistimos a uma forte evolução digital e tecnológica, quer a nível de infra-estruturas, quer de ‘software’. Esta teve impactos inclusivamente a nível social, na forma como as pessoas se relacionam, comunicam e interagem. A gestão de recursos humanos não fica à margem desta transformação, sendo por um lado influenciada por ela e por outro podendo tirar partido da mesma a nível operacional e estratégico.
Tal evolução provocou e permitiu alterações aos modelos de negócio das empresas, por exemplo privilegiando canais ‘on-line’, em detrimento de canais presenciais, ou utilizando mão-de-obra localizada noutro país ou noutra região. Estas alterações têm um forte impacto na gestão dos recursos humanos: competências requeridas, funções, importância destas na carreira, mecanismos de monitorização, controlo e avaliação. Os gestores de pessoas devem acompanhar estas mudanças e apoiar a respectiva organização na transformação necessária, ajustando os modelos de gestão e desenvolvimento (funções e competências, carreiras, avaliação de desempenho, formação, recrutamento e mobilidade, talentos e remunerações).
Se por um lado as mudanças geram necessidades de alteração aos modelos e aos processos, por outro oferecem ferramentas para a melhoria do serviço prestado, permitindo:
- A automatização: realização de tarefas automáticas ou em massa; por exemplo o cálculo do valor a pagar com a saída de um colaborador ou a produção de informação de suporte ao relatório único;
- A descentralização: disseminação de informação e processos através de portais (‘manager’ e ‘employee self-service’, ‘e-learning’, ‘e-recruitment’), ferramentas de ‘workflow’ e gestão documental; por exemplo, os portais ‘manager’ e ‘employee self-service’ permitem às chefias e aos colaboradores a consulta de informação como o recibo de vencimento, o histórico de formação, a realização de pedidos de alteração de morada e a marcação e a alteração de férias;
- A diminuição do tempo na realização de tarefas: a partir do momento em que a informação está disponível no sistema, torna-se mais rápido extrair e analisar a informação; por exemplo, a pesquisa de informação de currículos carregados a partir de uma página ‘web’ ‘versus’ a procura de informação em papel;
- O controlo: a implementação de alertas permite aumentar o controlo e a capacidade de agir antecipadamente; por exemplo, o alerta de fim de contrato, de datas para renovação de certificações ou de exames médicos.
Os modelos laaS («Infrastructure as a Service»), SaaS («Software as a Service») e PaaS («Platform as a Service») permitem o acesso à tecnologia a valores mais baixos, diminuindo fortemente o valor inicial de investimento, manutenção e actualização, e permitindo às empresas o acesso a plataformas pré-configuradas.
Para além disto, a proliferação das redes sociais, como o «Linkedln» e o «Facebook», e outras ferramentas Web 2.0, como o «Skype» e o «YouTube», criam novas formas de comunicação para os recursos humanos, tanto para recrutamento como para comunicação interna.
Cabe aos gestores de pessoas aproveitar as potencialidades que a tecnologia oferece, para que diminua o trabalho manual e aumente a produtividade. E para que tenham maior capacidade de serem reais parceiros estratégicos do negócio.






