Resultados do Grupo Capgemini 2011

Divulgação dos resultados financeiros auditados  do Grupo Capgemini relativos ao ano fiscal de 2011

Tipo:
  • Press Release »
Publicado em: 17 February 2012
  • Crescimento do volume de negócios de 11,4%;
  • Margem operacional aumenta 0,6 pontos, para 7,4%;
  • Lucros do Grupo aumentam 44%.


O Conselho de Administração da Cap Gemini S.A., presidido por Serge Kampf, reuniu-se no passado dia 15 de Fevereiro de 2012 para rever e autorizar a divulgação dos resultados financeiros auditados[1] do Grupo Capgemini relativos ao ano fiscal de 2011, terminado a 31 de Dezembro.

Os principais resultados são os seguintes:

(em milhões de euros)

FY 2010

H1 2011

H2 2011

FY 2011

2011 / 2010

Volume de Negócios

8.697

4.756

4.937

9.693

+11,4%

Margem Operacional [2]

587

289

424

713

+ 21,5%

% do volume

6,8%

6,1%

8,6%

7,4%

+0,6 pontos

Resultado Operacional [3]

489

240

355

595

+21,7%

Lucros no Período

280

127

277

404

+44,3%

% do volume

3,2%

2,7%

5,6%

4,2%

+1 pontos

Cash Flow líquido

1.063

169

454

454


O Grupo reportou um volume de negócios total de 9.693 milhões de Euros, um aumento de 11,4% sobre o valor publicado de 2010 (a taxas de câmbio e perímetro correntes). Este crescimento representa um aumento de cerca de 2 pontos acima do objectivo definido no início do ano. O volume de negócios cresceu 5,6% (a taxas de câmbio e perímetro constantes), com a diferença entre estas duas taxas devida, principalmente, à consolidação da CPM Braxis (Brasil) e Prosodie (França), adquiridas em Outubro de 2010 e Julho de 2011, respectivamente.


As vendas durante o ano totalizaram 9.903 milhões de Euros (-8,4%do que em 2010), durante o qual foi renovado um grande número de contratos de outsourcing. Por outro lado, Technology Services, Local Professional Services e Consulting Services reportaram um crescimento de 6,2% nas vendas e um rácio entre as vendas e o volume de negócios de 1,12, confirmando o dinamismo destes mercados.

A margem operacional cresceu, em cada uma das quatro áreas de negócio do Grupo, para um total de 713 milhões de Euros, o equivalente a 7,4% da margem operacional consolidada de 2011, em percentagem de volume, contra 6,8% em 2010. Em linha com o objectivo definido pelo Grupo, o índice de margem operacional para o segundo semestre de 2011 aumentou um ponto sobre a segunda metade de 2010 para 8,6%. O resultado operacional aumentou 21,7%, para 595 milhões de Euros.

Deduzindo a despesa financeira líquida de 105 milhões de Euros (em comparação com 87 milhões de Euros em 2010) e uma despesa com impostos de 101 milhões de Euros (em comparação com 124 milhões de Euros em 2011), o resultado operacional do Grupo para 2011 é de 404 milhões de Euros, uma subida de 44,3% face ao ano anterior.

O cash flow líquido do Grupo totalizava 454 milhões de Euros, em 31 de Dezembro de 2011, uma subida de 285 milhões de Euros face a 30 de Junho de 2011. Este crescimento deve-se, sobtretudo, à geração de um cash flow livre considerável na segunda metade do ano. As aquisições durante o ano (particularmente a Prosodie por 376 milhões de Euros) não afectaram a solidez financeira do Grupo.

O Conselho de Administração decidiu, neste dia, recomendar o pagamento de um dividendo de 1 Euro por acção no próxima Assembleia Ordinária [4], não havendo alterações em relação ao ano passado.

Previsões para 2012
Fortalecido por investimentos nos últimos anos, o Grupo está a implementar prioridades estratégicas para alcançarem o ano de 2012 com um certo grau de confiança. Os bons níveis de procura sentidos no final do ano passado repetiram-se no início de 2012 e as tendências de actividade permanecem positivas em vários mercados importantes, incluindo a América do Norte.
No entanto, devido à capacidade de previsão mais reduzida e ao ambiente macroeconómico incerto, o Grupo espera apresentar um crescimento orgânico reduzido no volume de negócios (tendo em conta, nomeadamente, os custos com os cortes do sector público introduzidos na maioria dos países europeus) e um aumento na taxa da margem operacional.

Para Paul Hermelin, CEO do Grupo Capgemini: “Fortalecido pelos seus bons resultados, o Grupo vai continuar a centrar a sua oferta nos seus serviços de elevado valor acrescentado, antecipando desta forma as novas necessidades dos seus clientes, e a reforçar a industrialização do seu modelo de produção a fim de reforçar a sua posição entre os líderes mundiais do sector.”

Notas:
[1] Os procedimentos de auditoria às declarações de resultados financeiros consolidados já foram completados. Os auditores estão no processo de emissão do relatório.

[2] A Margem Operacional é o principal indicador do desempenho do Grupo, que é apurado pela diferença entre o Volume de Negócios e os Custos Operacionais, sendo estes iguais ao total dos custos dos serviços prestados (custos incorridos durante a realização e implementação de projectos), bem como os outros custos comerciais, gerais e administrativos.

[3] O Resultado Operacional inclui as despesas adicionais associadas com as acções ou as opções atribuídas a um determinado número de colaboradores, bem como outros resultados e despesas não recorrentes tais como custos de reestruturação, mais ou menos valias efectuadas nas vendas, custos de integração de empresas recentemente adquiridas, provisões para amortizações de goodwill, impactos dos planos de redução de pessoal e fundos de pensão.

[4] Subject to the approval of shareholders at the Combined Shareholders’ Meeting to be held on Thursday May 24, 2011, and in compliance with NYSE Euronext regulations, the ex-dividend date will be June 4 and the dividend payment date June 7.